Ascensão do Senhor: “Pai, onde eu estou, que eles estejam comigo” (2)

Uma procissão Cisterciense

“Pai, enquanto estava com eles, guardei-os em teu nome”. Como vimos no post anterior, sobre estas palavras do Evangelho de João (Jo 17, 12-14) o abade Guerrico desenvolve seu sermão para a Ascensão. Palavras estas que são especialmente queridas ao coração de seus monges, pois elas constituem o canto de uma procissão litúrgica instituída nos claustros cistercienses no século XII:

A festa da Ascensão se reveste de grande importância e solenidade na tradição cisterciense. Nela revivemos misticamente a subida de Jesus Ressuscitado para junto do Pai e sua entronização no Santuário Celeste, não construído por mãos humanas (Hebreus 9, 24). E esta glorificação do Senhor em sua Ascensão é também a elevação da natureza humana: “Desse modo, o Senhor nos abriu um caminho novo e vivo, através do véu do Santuário, isto é, através de sua humanidade” (Hebreus 9, 20). Como nos lembra ainda a Liturgia:

“O Senhor subiu aos Céus a fim de nos tornar participantes de sua divindade”

Prefácio da Ascensão (Missal Romano)

Portanto, a festa da Ascensão do Senhor é também a festa da nossa ascensão. Pois hoje nosso Sumo Sacerdote ingressou no Santuário Celeste, abrindo para nós este caminho novo e vivo. Percorrendo este caminho, do qual a procissão claustral é símbolo, a comunidade monástica ruma para aquela que, segundo os Padres Cistercienses, é a meta da nossa vida em Cristo: a nossa divinização. ⊕


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